Porto de Itacoatiara e outros portos amazônicos assumem a ponta na exportação de grãos

By Published On: 13/04/2021

Foto: Portal Zona Franca

2020 foi um marco inédito para os portos situados no “Arco Norte”, importante polo logístico de exportação na região amazônica, que pela primeira vez se igualou ao Sul e Sudeste do País, como destino do escoamento da produção nacional de grãos em 50% cada.

Atualmente o avanço anual é de 4 % com uma expectativa que, em 2021, esses produtos movimentem esses portos ultrapassando a do restante do País.

Investimentos em estruturas de transporte, armazenamento e transbordo de grãos, foram os fatores fundamentais para esse crescimento, fazendo com que a distância percorrida e o custo do transporte caíram pela metade.

Outro fator que acelerou esse crescimento, foi a conclusão das obras de pavimentação da BR-163 entre o trecho de Sinop, em Mato Grosso, a Miritituba, distrito do município de Itaituba, no Pará, principal rodovia para escoamento de grãos da região Centro-Oeste até a hidrovia do rio Tapajós. Além disso, foram feitas melhorias na BR364, que vai até Rondônia, para se conectar à hidrovia do Rio Madeira.

De acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), com mais alternativas de escoamento, o preço do frete caiu de forma geral. Em janeiro de 2020, uma tonelada de grãos que saía de Campo Novo (MT) para viajar 2.210 km até o porto de Santos custava R$ 310,00. Um ano depois, essa mesma tonelada custa R$ 290,00.

Ainda segundo Antaq, no Arco Norte, os preços caíram de forma ainda mais acentuada. Entre janeiro de 2020 e de 2021, a tonelada de grãos transportada de Sorriso a Miritituba viu seu frete reduzir em 16%, de R$ 190,00 para R$ 160,00. Quem partiu de Sorriso a Santarém (PA) pagou R$ 245 no ano passado, mas agora desembolsa R$ 220,00.

Compromisso Ambientare

A Ambientare está sempre reafirmando seu compromisso e dedicação ao licenciamento e gestão ambiental de obras de empreendimentos de infraestrutura de alta complexidade. Sentimos orgulho em afirmar que fomos parte ativa nestas melhorias para o corredor logístico Arco Norte, seja por meio da atuação na supervisão ambiental das obras da BR-163, seja na elaboração do componente ambiental para o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da hidrovia Tapajós – Teles Pires.

Além disso, fomos responsáveis pela condução dos licenciamentos e da gestão ambiental das principais estações de transbordo de cargas de Miritituba e região, além dos Terminais de Uso Privativo, em Barcarena, em parceria com a ADM (TGPM), BUNGE, Cargill, CIANPORT, HBSA,  Louis Dreyfus Company, Transportes Bertolini, entre outros.